5/8/2010
Conab anuncia compra de pêssego
A Conab liberou R$ 6 milhões para a compra do excedente da safra 2010/2011 de pêssego da região de Pelotas. O produto será adquirido dos agricultores cadastrados no Pronaf e destinado para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Segundo o diretor adjunto de política agrícola da Conab, Rogério Neuwald, a negociação seguirá os moldes da realizada em 2009/10, quando 2 milhões de latas de pêssego foram adquiridas por R$ 2,55 cada, e o produto in natura vendido por R$ 0,42 o quilo. Segundo o presidente da Associação Gaúcha da Produção de Pêssego, Dari Bosenbecker, na safra anterior, cada produtor recebeu até R$ 8 mil na comercialização das latas de frutas, uma média de três mil quilos de pêssego. Desta vez, o valor do quilo deverá ter incremento de R$ 0,10 a R$ 0,15. "O ideal era que a Conab pagasse os R$ 8 mil pela fruta e não pelo enlatado." A reivindicação será alvo de reunião com o diretor de Política Agrícola da Conab, Silvio Porto.
Correio do Povo
4/8/2010
Cutrale espera aumento de exigências em relação à colheita da laranja
Quatro meses após assumir o cargo de diretor-corporativo da Cutrale, Carlos Viacava não faz questão de esconder que foi contratado para tentar colocar em prática o Consecitrus - mecanismo para nortear a formação dos preços da fruta fornecida para a fabricação do suco, a exemplo do que acontece na cana (Consecana). Paralelamente a isso, no entanto, outro assunto presente na recente pauta da empresa diz respeito à colheita da laranja e a responsabilidade sobre os trabalhadores envolvidos nesse processo.
Ao que tudo indica, as indústrias processadoras de suco de laranja passarão a exigir garantias dos fornecedores no que se refere a questões trabalhistas. A ideia é evitar que as empresas sejam consideradas corresponsáveis em casos de irregularidades identificadas nas fazendas que tenham contratos de venda com as indústrias.
A discussão sobre o tema ganhou força a partir de fevereiro, quando uma ação do Ministério Público do Trabalho pediu que o trabalho de colheita passasse a ser feito pelas indústrias. A ação deveria ter sido julgada em abril, mas a Justiça ainda não determinou para quem fica a responsabilidade do trabalho. "Particularmente, acredito que esse processo caminhe para um acordo", afirma Viacava.
Em pouco mais de 100 dias no cargo, o executivo admite que tem se esforçado para dar mais transparência às informações da empresa. "Acho que as coisas estão melhorando e tendem a ficar ainda mais transparentes com o Consecitrus. Todas as empresas estão abrindo seus números para fazer os cálculos de preços da fruta. Isso será um grande avanço para o setor", afirma.
Em 2009, a Cutrale teve um faturamento pouco acima de US$ 600 milhões, dos quais 97% foram provenientes de vendas externas, e foi responsável por 35% de todo o suco de laranja exportado pelo Brasil. Entre as outras missões de Viacava estão a melhoria das relações com os fornecedores, estímulo às vendas no mercado doméstico e a abertura de novas fronteiras.
Valor Econômico
2/8/2010
Citros/CEPEA: Ritmo de moagem é firme
Pesquisas do Cepea mostram que o ritmo de moagem de laranja segue firme em São Paulo. Indústrias recebem elevados volumes de fruta própria, contratada e, em menor proporção, da negociada no mercado spot (sem contrato). A aceleração da colheita está relacionada ao estágio avançado de maturação da fruta, sobretudo da pêra, conforme pesquisadores do Cepea. Devido à intensificação das entregas às fábricas, produtores comentam que está havendo fila no descarregamento da fruta. No início da semana passada, a demora na entrega foi, segundo agentes consultados pelo Cepea, ainda mais significativa, o que eleva os gastos de produtores com transporte. Apesar de o ritmo de processamento estar praticamente em seu máximo, o recebimento de frutas próprias (pomares das indústrias) agrava o atraso para o descarregamento das demais. A partir do final de agosto, quando boa parte da pêra já terá sido processada, a expectativa é que as filas de caminhões diminuam. Em relação ao mercado in natura, a negociação segue em ritmo lento. Na semana passada, boa parte dos produtores aguardava aumento da procura para intensificar as negociações da pêra.
Cepea/Esalq
2/8/2010
Nova praga está atacando as plantações de lichia
Uma nova praga está atacando as plantações de lichia. Ela provoca queda na produção e exige muito cuidado do agricultor para as medidas de controle.
Numa fazenda, que fica em Monte Sião, no sul de Minas Gerais, os dez mil pés estão carregados de brotos. Mas, quem vê a plantação agora, nem imagina a preocupação de Guilherme Bernardes Filho. O aparecimento de uma nova praga assustou o produtor.
O motivo é o ácaro da erinose, que ataca apenas as plantações de lichia. Numa única folha, vivem milhares. São tão pequenos, que só podem ser vistos com a ajuda do microscópio. Imagens feitas por pesquisadores mostram a ação deles na planta. O professor Osvaldo Vamanishi, da universidade de Brasília e especialista em lichia, explica que a praga ataca apenas as folhas e flores novas.
Essa praga ataca plantações em todos os países produtores de lichia do mundo. Os pesquisadores ainda não conseguiram descobrir como ela chegou ao Brasil, mas em pouco tempo já faz estragos.
“A primeira ocorrência do ácaro no Brasil foi em 2004, no município de Casa Branca, São Paulo. Hoje praticamente 100% da grande região produtora de lichia tem a presença do ácaro. Algumas propriedades ainda escapam, mas, podia-se dizer que 95%, com certeza, já tem a presença do ácaro”, comenta Amauri Pereira Telle, presidente da Associação Brasileira de Lichia.
Por enquanto, não existe nenhum produto químico aqui no Brasil desenvolvido e registrado especialmente pra combater essa praga. Por isso, para diminuir o problema, o jeito é fazer o manejo adequado, com a poda e a limpeza do pomar.
Guilherme colocou em prática as lições. O pomar está quase todo podado. Com isso, os custos de produção aumentaram 20%. Um gasto alto, mas necessário.
A poda do pé de lichia deve ser feita logo após a colheita. Depois de cortados, os galhos atacados pelo ácaro devem ser queimados.
Globo Rural
30/7/2010
Produção de urucum se tornou um bom negócio em São Paulo
A produção de urucum se tornou um bom negócio em Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo. A colheita da safra já começou. O problema é que falta mão de obra para o serviço.
O agricultor Genésio Vidor se orgulha de ser o pioneiro no plantio de urucum em Santa Cruz do Rio Pardo. Ele introduziu as primeiras sementes no município em 1989 e também ajudou a expandir o cultivo do fruto em outras fazendas da região.
O urucum é uma planta originária das florestas tropicais amazônicas e se adaptou bem ao clima quente e semi-úmido de algumas regiões de São Paulo.
No sítio de seu Genésio existem cerca de dez mil pés de urucum plantados em uma área de 18 hectares. Depois de colhidos os cachos de urucum são colocados no meio da plantação em espaços chamados de bandeiras, onde ficam expostos ao sol durante 15 dias para secagem. Só depois deste período eles serão levados para os terreirões, onde as sementes são retiradas.
Das pequenas bolinhas vermelhas é extraído o corante natural que serve de matéria prima para a fabricação do colorau, muito utilizado na indústria de alimentos e rico em vitamina A.
“Ele é um corante que só faz a coloração. Ele não tira o gosto do produto em que está sendo utilizado”, esclareceu o agrônomo José Augusto Cassiano.
Cada pé rende 3 kg de sementes que são negociadas a R$ 3/kg. Como o processo de colheita é manual, quem planta o urucum procura contratar dezenas de lavradores para executar o trabalho.
No sítio do seu Aparecido Gomes dos Santos as árvores estão carregadas de frutos prontos para serem colhidos, mas parte da produção corre o risco de ser perdida devido ao êxodo rural. Está faltando mão de obra para o serviço.
"Foi tudo para a cidade. A gente vai tentar colher senão vai parar. Não tem jeito. Isso vai abrir e vai perder também. Cai no chão. Nos meses de agosto e setembro vai perder bastante”, lamentou seu Aparecido.
A colheita do urucum vai até meados de setembro.
Globo Rural